Você sabe o que é HIV e o que é AIDS?

Embora a epidemia de AIDS já seja quase uma quarentona, muita gente ainda desconhece alguns de seus termos básicos, como, por exemplo, a diferença entre HIV e AIDS. Para começar, é importante ter em mente que, hoje em dia, com a evolução do tratamento, são raras as pessoas que vivem com HIV que chegam a desenvolver a AIDS. Quer saber por quê?

HIV é uma sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. É o vírus que pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS, em inglês). Como acontece com vários outros vírus, como herpes e o vírus da catapora, por exemplo, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. Isso significa que uma vez que uma pessoa contraia o HIV, ela viverá com o vírus para sempre.

Embora a infecção pelo HIV não tenha cura, o tratamento evita que o vírus ataque o sistema imune (de defesa) e que a pessoa desenvolva AIDS ou que transmita a infecção.

AIDS significa a ocorrência de um determinado tipo de infecção, chamada de oportunista, em uma pessoa com HIV cuja imunidade (defesa) tenha sido debilitada pelo vírus. Mas não é qualquer infecção. Uma pessoa com HIV não tem mais chance de ter mais resfriados ou gripes, por exemplo, que uma pessoa sem HIV. São determinadas infecções, que praticamente só ocorrem em pessoas com imunidade debilitada e, por isso, são chamadas de oportunistas.

O tratamento para o HIV é denominado terapia antirretroviral – conhecido também pela sigla TARV. No Brasil, o acesso à TARV é universal e gratuito através do sistema público de saúde.

Transmissão do HIV

A transmissão do HIV se dá por meio da troca de fluidos corporais, como, por exemplo, sangue, sêmen e secreções vaginais durante relações sexuais insertivas ou receptivas desprotegidas, ou pelo leite materno. A transmissão não acontece por meio de interações comuns do dia-a-dia, como abraçar, beijar, dividir objetos ou compartilhar alimentos.

Nos últimos anos, novas estratégias de prevenção surgiram como ferramentas complementares no enfrentamento da epidemia de HIV. Elas ampliaram a gama de opções que os indivíduos têm para se prevenir contra o vírus e oferecem alternativas complementares aos preservativos masculinos e femininos. Entre as novas estratégias para a prevenção da transmissão do HIV destacam-se o uso do Tratamento como prevenção (TasP, em inglês, ou TcP, em português), a Profilaxia Pós-exposição (PEP) e a Profilaxia Pré-exposição (PrEP). Todas essas novas estratégias devem ser vistas e consideradas como opções no leque de estratégias que hoje denominamos prevenção combinada do HIV.

A testagem para o HIV é obrigatória?

Com relação à testagem para o HIV, é importante ressaltar que ela deve ser voluntária. Os espaços que oferecem serviços de testagem devem ser locais acolhedores que possam garantir a confidencialidade e aconselhamento para todas as pessoas que procuraremesse tipo de serviço. Estar ciente da sua condição sorológica é também uma forma de prevenção.  No Brasil, o diagnóstico é gratuito e qualquer pessoa que vive com HIV também tem direito ao tratamento antirretroviral gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Diversos estudos científicos comprovam que uma pessoa vivendo com HIV/Aids em tratamento e com carga viral indetectável, além de ter uma qualidade de vida normal, tem praticamente zero probabilidade de transmitir o vírus para outra pessoa – mostrando a eficácia do tratamento como uma ferramenta de prevenção.

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