E Se Você Tivesse HIV?

Gostaria de convidá-lo a uma reflexão: e se você tivesse HIV? Grande parte das pessoas reage a essa pergunta de forma negativa. Como se esse risco quase não existisse. É aí que começa a vulnerabilidade.

Infelizmente, ainda é comum o HIV e a Aids serem associados à promiscuidade sexual. Ou a situações de exposição a risco com diversos parceiros. Porém, para se infectarbastauma relação desprotegida com uma pessoa com HIV.

Pensar em prevenção ao HIV implica também em falar sobre sexo.  Pensar e refletir sobre sua vida sexual, desejos e condutas. Nesses momentos, um psicólogo ou sexólogo pode ajudar!

Pesquisas sobre o comportamento sexual dos brasileiros indicam que os homens têm maior adesão ao uso de preservativosque as mulheres. Por isso, é preciso conversar sobre a sexualidade feminina, sobre proteção, prazer e conhecimento do próprio corpo e seus limites. Muitas mulheres que procuram atendimento e orientação têm dificuldade em falar sobre a sua sexualidade, além de terempouco conhecimento sobre prevenção.

Para muitos homens a camisinha ainda é um tabu. É comum homens relatarem dificuldade em colocar o preservativo no momento do sexo por medo de perda de ereção ou de ‘quebrar o clima’. Assim, é preciso entender as ansiedades que cercam esse momento, de modo a desconstruir o nervosismo e a tensão.

Além disso, também é preciso buscar estratégias para que a camisinha faça parte da relação sexual, e que seu manuseio não seja um momento de “quebra do clima”. Uma opção pode ser a troca do preservativo convencional por um que tenha sabor ou que proporcione algum efeito como calor ou frio e, dessa maneira, a camisinha possa assumir um novo papel na relação sexual: também dar prazer.

O momento do diagnóstico da infecção por HIV é bastante delicado e acaba acarretando uma avalanche de sentimentos e emoções. Primeiro é preciso entender a diferença entre ter a infecção pelo vírus HIV e ter a doença Aids. E, principalmente,compreender que o diagnóstico não implica em um novo estilo de vida e que jamais deverá ser um fator limitante em qualquer aspecto de sua vida.

É necessário elaborar o significado do diagnóstico, de modo que não se torne um carimbo de um suposto comportamento inadequado, de forma a lidar com o preconceito que, infelizmente, ainda é comumno Brasil contra pessoas vivendo com HIV/Aids.

O acompanhamento de saúde mental para pessoas vivendo com HIV/Aidsé de extrema importância, em especial pela dificuldade que muitos enfrentam ao receber o diagnóstico. É importante, também, estabelecer uma rede de apoio. Para muitas pessoas é necessário compartilhar o diagnóstico com algum amigo ou familiar. A infecção pelo HIV não pode, e não deve, impedir o relacionamento afetivo e sexual com pessoas que não têm o vírus. Pessoas vivendo com HIV/Aidsque se tratam adequadamente não transmitem o vírus, mesmo em relações sexuais sem camisinha.

clinicavibess

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